TODOS QUE AMAM

19 de janeiro de 2014

ASSIM FOI NA INDIA E OUTROS PAÍSES MELHORES DESENVOLVIDOS

FAÇO LEITURA DO TAROT E NUMEROLOGIA PARA QUEM DESEJAR AJUDA, ORIENTAÇÃO, E TRATAMENTOS ALTERNATIVOS DE PRANA LUZ E COR.Os cidadãos de Atenas tinham tempo o bastante para poderem subir o morro do Partenon, votar e discutir porque tinham muitos escravos em casa.
Megástanes fala também da situação dos filósofos sábios, os rishis, ou munis. Hoje em dia, você tem que lutar para ter um doutorado, e não é fácil conseguir boa posição, senão que tem que concorrer, negligenciar família e outras coisas. A carreira acadêmica é hoje uma das vocações mais tensas, não é verdade? Nos Estados Unidos, por exemplo, se abre uma posição de catedrático boa, há duzentas ou trezentas pessoas lutando por essa posição, o que é algo sem dignidade, para dizer o mínimo. Na Índia, entretanto, comparando com a situação desesperada dos acadêmicos de hoje, é descrito que “os filósofos são isentos de todos os deveres públicos e não são nem os amos nem os servos dos outros”.
Em seguida, Megástenes descreve: “Os fazendeiros são isentos de lutar”. Ou seja, na Índia, oskshatriyas, os membros da classe militar, eram quem lutava. Se você estuda, por exemplo, a história da Europa, ou mesmo dos Estados Unidos, saberá que, quando uma guerra vinha à tona, todos os fazendeiros tinham que participar, mas na Índia era algo especializado e profissional, isto é, se você não era kshatriya, você não tinha que participar das guerras. A descrição continua: “Os fazendeiros são isentos de lutar e de outros deveres públicos, podendo dedicar todo o seu tempo à agricultura. E um inimigo encontrando um fazendeiro trabalhando na sua terra nunca lhe faria mal porque os fazendeiros são respeitados como benfeitores públicos”.
Comparem isso, por exemplo, àquela famosíssima série de guerras que determinou o poder mundial no mediterrâneo, as guerras entre Roma e Cartago, conhecidas como Guerras Púnicas. Depois de quase um século de guerras, Roma derrota Cartago e joga sal na terra de Cartago. Algo parecido acontece em uma das guerras mais famosas entre os gregos, a guerra do Peloponeso, entre Esparta e Atenas. Os atenienses tinham a força marinha suprema, e Esparta, o exército mais forte, então Esparta chegou aos arredores de Atenas e cortaram todas as árvores de oliva, que demoram muitíssimos anos para crescer e eram a base da agricultura e da economia de Atenas. Na Índia, em contraste, ninguém, nem mesmo o inimigo, perturba o fazendeiro, quer dizer, os indianos não tinham o conceito de guerra total, como um ministro de Hitler que perguntou ao povo alemão: Wollt ihr den totalen krieg? “Vocês desejam guerra total?”. E o povo respondeu que sim, e “dançaram”. Guerra total significa que você não apenas tem que matar o outro guerreiro que é inimigo, mas você tem que destruir os meios de produção, a agricultura, tudo – simplesmente imobilizar, incapacitar, acabar com tudo o que seja a sociedade do inimigo. Esse conceito não existia na Índia, mas existia proeminentemente na Europa e em outras partes do mundo. Outra superioridade moral.
“Os artesãos”, Megástenes prossegue, “são isentos de taxas, e artistas recebem patrocínio do governo. Entre os indianos, oficiais são designados para verificar que nenhum estrangeiro seja maltratado”. A palavra grega “estrangeiro” também significa “bárbaro”, ou seja, “bárbaro”, em grego, significa “estrangeiro” e “bárbaro”. Na Índia, entretanto, há oficiais do governo cuja função é simplesmente proteger estrangeiros, porque, se você chega a outro país, sem conhecer a língua ou outras questões, você pode ser enganado ou roubado. Diante dessa situação, o governo tinha um departamento para proteger estrangeiros. “Se um estrangeiro perde a saúde, o governo envia médicos para atendê-lo e cuidar dele, e, se um estrangeiro morre, o governo entrega toda a sua propriedade a seus parentes. O governo também possui juízes especiais que decidem com uma maior atenção e cuidado casos em que estrangeiros estejam envolvidos. E esses juízes castigam com muita severidade aqueles que tiram proveito de estrangeiros”. Que hospitalidade nacional!
Houve um peregrino chinês chamado Fa Xian, um entre um grupo de peregrinos chineses budistas que haviam ido em peregrinação à Índia para conhecer os lugares sagrados associados à vida de Buddha. Esse peregrino chinês falou nos termos mais elevados sobre quão pacífica e tranquila era a Índia, notando a raridade de qualquer crime sério e a postura branda da administração. Era possível, ele disse, viajar de um ponto do país a outro sem passaporte e sem nenhum medo de ser maltratado ou molestado – e estamos falando de um subcontinente. Quer dizer, você podia viajar por milhares de quilômetros sem nenhum medo de crime ou qualquer outra coisa.




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